Jesus olhou para a mulher e fez uma delicada pergunta: "Mulher, onde estão seus acusadores?"
O que ele quis dizer com essa pergunta e por que a fez?
Em primeiro lugar, ele chamou a adúltera de "mulher", deu-lhe o status mais nobre, o de um ser humano. Ele não perguntou com quantos homens ela dormira. Para o Mestre dos Mestres, a pessoa que erra é mais importante do que seus próprios erros. Aquela mulher não era uma pecadora, mas um ser humano maravilhoso.
Em segundo lugar, perguntou: "Onde estão os seus acusadores? Ninguém a acusou?" Ela respondeu: "Ninguém." Ele reagiu: "Nem eu." Talvez ele fosse a única pessoa que tivesse condições de julgá-la, mas não o fez. O homem que mais defendeu as mulheres não a julgou, mas compreendeu; não a excluiu, mas a abraçou.
As sociedades ocidentais são cristãs apenas no nome, pois desrespeitam os princípios fundamentais vividos por Jesus. Um desses princípios é o respeito incondicional pelas mulheres.
O homem que mais defendeu as mulheres não parou por aí. Sua última frase indica o apogeu da sua humanidade, o patamar mais sublime da solidariedade. Ele disse para a mulher: "Vá e refaça seus caminhos." Essa frase abala os alicerces da psiquiatria, da psicologia e da filosofia.
Jesus tinha todos os motivos para dizer: "De hoje em diante, sua vida me pertence, você deve ser minha discípula." Os políticos e autoridades usam seu poder para que as pessoas os aplaudam e gravitem em sua órbita. Mas Jesus, apesar de seu descomunal poder sobre a mulher, foi desprendido de qualquer interesse. "Vá e revise sua história, cuide-se. Mulher, você não me deve nada. Você é livre."
Jesus a despediu, mas ela não foi embora. E por quê? Porque o amou. E, por amá-lo, o seguiu para sempre, inclusive até os pés da cruz, quando ele agonizava. Talvez, essa mulher, tenha sido Maria Madalena. A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos liberdade de escolher o que amamos. Todavia, estamos vivendo numa sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos.
Estamos nos tornando mais um número de cartão de crédito, mais um consumidor em potencial.
E isso é inaceitável.
" A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos liberdade de escolher o que amamos. Todavia, estamos vivendo numa sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos."
ResponderExcluiro ser humano anda cada vez mais egoísta. esquecendo de amar a si próprio,esquecedo de respeitar e valorizar os outros.
Cada vez mais o ser humano esquece o que realmente é ser humano.